Curiosidade Master

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As verdadeiras histórias por trás dos filmes da Disney

Quando eu era criança, adorava contos de fada. Adorava a ideia de animais falantes e meninas e meninos corajosos que superavam pessoas cruéis. Também amava filmes da Disney. Todos tinham final feliz; como não amar? Podia assistir A Bela e a Fera e Aladdin todos os dias.

Quando cresci descobri que os filmes da Disney eram baseadas nas histórias dos Irmãos Grimm. Fiquei horrorizada ao saber que as versões originais de muitos dos meus filmes prediletos tinham detalhes horríveis, que a Disney deixou de fora.

Aqui embaixo tem algumas das verdadeiras histórias por trás dos contos da Disney:

Cinderela

Na versão dos Irmãos Grimm, uma das meio-irmãs de Cinderela corta os dedos do pé e o calcanhar para que o pé caiba no sapato de vidro.

O príncipe é avisado por pombos que o sapato está sujo de sangue e finalmente descobre que a verdadeira dona é Cinderela. Quando as meio-irmãs descobrem que deveriam tentar agradar Cinderela (ela será a rainha, afinal de contas), vão ao casamento dela, mas acabam tendo os olhos bicados por pássaros.

OUTRAS OBSERVAÇÕES SOBRE ESSA HISTÓRIA: Cinderela não tem uma fada madrinha. Na verdade, ela planta uma árvore perto do túmulo da mãe e reza sob ela todos os dias.

Ela encontra o vestido para os bailes embaixo da árvore (são três bailes no livro, não apenas um). Ela recebe a ajuda dos animais, mas são pássaros, não ratinhos. E ela não perde o sapato porque está com pressa. O príncipe cobre os degraus com piche para que os sapatos grudem, mas ela só perde um dos pés.

A Pequena Sereia

A história clássica de Christian Andersen não tem nada a ver com o filme da Disney. Algumas partes são parecidas.

Ela de fato vê o príncipe num navio distante, e também o salva e se apaixona por ele. O príncipe não a vê. Ela também visita uma bruxa do mar, que lhe dá pernas em troca de sua língua (ela faz isso porque a pequena sereia tem uma voz incrível).

O acordo é o mesmo: a sereia só pode continuar sendo humana se encontrar o beijo do amor verdadeiro e o príncipe se apaixonar e casar com ela. Mas a punição no filme é que Ariel apenas voltará a ser sereia se não tiver sucesso.

Na história, ela vai MORRER se fracassar. Além disso, embora o príncipe seja a grande motivação, a sereia da história tem outro incentivo: humanos têm almas eternas, ao contrário das sereias.

O filme da Disney deixa de fora outra punição que ela sofre por ter pernas: ela tem a sensação de andar sobre cacos de vidro a cada passo que dá.

A princípio, parece que o plano está funcionando, mas o príncipe acaba se casando com outra mulher, que ele ACHA que é a pessoa que o salvou (a sereia não tem como contar a verdade, pois não consegue mais falar).

Dizem para ela então que, se ela MATAR o príncipe, pode simplesmente voltar a ser sereia e continuar viva. Mas ela não é capaz. Ela se joga no mar e vira espuma (mas deve-se dizer que ela se torna uma “filha do ar”, entrando numa espécie de purgatório onde tem de fazer atos generosos até o dia em que TALVEZ ganhe uma alma, o que demora 300 anos).

A Bela Adormecida

Na história de Giambattista Basile (que é a origem da história da Bela Adormecida), um rei está caminhando perto do castelo da Bela Adormecida e bate na porta.

Quando ninguém responde, ele chega a uma janela, usando uma escada. Encontra a princesa, mas ela não responde aos seus chamados, porque está inconsciente. Bem, caro leitor, ele a leva para a cama e a estupra. E depois vai embora.

Ela acorda depois de dar à luz, porque um dos gêmeos chupa a linha (do carretel) que está no seu dedo.

O rei volta e, apesar de tê-la estuprado, eles acabam se apaixonando. Mas tem outro problema: o rei ainda está casado com outra mulher.

A esposa descobre e não apenas tenta matar os gêmeos – para cozinhá-los e servi-los ao rei como tenta queimar a princesa numa pira. Por sorte, ela não consegue. O rei e a princesa se casam e vivem felizes para sempre (apesar do estupro).

A adaptação de Perrault da versão atualizada de Basile (muito menos agressiva que a original) é provavelmente a que foi usada na versão da Disney, pois são muito mais similares.

 Rei Leão

Ah, você não sabia que O Rei Leão é uma adaptação de Hamlet, de Shakespeare?

Pois é. Um irmão invejoso mata o rei, o filho descobre e quer vingança. Rosencrantz e Guildenstern, quero dizer, Timão e Pumba, o distraem. Mas, finalmente, o filho mata o irmão invejoso.

Bem, na verdade, todos morrem na versão de Shakespeare, não só o irmão malvado (também conhecido como “Claudius”).

Branca de Neve e os Sete Anões

Na versão dos Irmãos Grimm, a madrasta pede que um caçador leve Branca de Neve para a floresta e a mate (isso também acontece no filme da Disney). Mas na história, ela pede que o caçador traga de volta os pulmões e o fígado da Branca de Neve.

O caçador não consegue matá-la, então volta com os pulmões e o fígado de um javali. A rainha come os pulmões e o fígado, achando que eles são da Branca de Neve. Eca. No livro, a rainha tenta duas vezes matar a heroína, sem sucesso.

Na terceira vez, quando lhe dá a maçã (assim como no filme), Branca de Neve desmaia e fica inconsciente. Ela é colocada num caixão de vidro. Um príncipe quer levá-la embora (apesar de ela ainda estar dormindo, o que é bem bizarro).

Os anões permitem e, enquanto ela está sendo carregada, o caixão cai no chão, o que solta a maçã que estava entalada na sua garganta. Branca de Neve casa com o príncipe, é claro. A rainha má é convidada. Como punição, ela é forçada a usar sapatos de ferro incandescentes e dançar até cair.

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